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domingo, 22 de julho de 2012

Um pouquinho de Monet em New York Botanical Garden

Mais uma semana começando. Agora so me restam 10 aulas, ou duas semanas, na escola. E mais amigos foram embora e outros devem ir esta semana. E olhando para todo este "movimento", começo a me desesperar por ter pouco tempo aqui. Meu guia ainda tem um monte de lugar que quero visitar, sem contar as indicacoes de amigos de tal lugar ou tal restaurante e a promessa constante "tenho que ir la, talvez amanha". Mas amanha voce nao tem o endereco ou simplesmente nao tem tempo suficiente e mais uma coisa fica para os ultimos dias da viagem.
Ontem conheci o Bronx. Tinha visto o quarto borough de Nova Iorque do passeio de barco que fiz ao redor da ilha de Manhattan na primeira semana aqui, da para ver o estádio do Yankees, mas pouca coisa alem disto. Queria ir la e ver algo legal e escolhi o New York Botânico Garden. Pelo que conversei com o pessoal aqui, ate a minha professora que nasceu aqui na região, a maioria conhece mesmo o Jardim Botânico do Brooklyn, mais perto e menor, mas eu queria conhecer este aqui.
Peguei as instruções no site. Precisamos pegar o metro 4 no sentido Bronx e descer na penúltima estação. La, pegamos o ônibus Bx26 e ficamos atentas. Quando vimos o parque, puxamos a cordinha amarela e pronto. Estávamos a uma quadra de la.
Um dos vários jardins "gratuitos"


Chegando no conservatório
Não e o único meio de chegar. Na verdade a empresa de trem, Metronorte, tem um ponto bem em frente ao Jardim Botânico. Mas eu e a Judy nao queríamos comprar o bilhete de trem sendo que temos o nosso metrocard que da acesso ilimitado ao metro e ônibus. Na verdade nem vimos o preco do trem, mas foi bom economizar no transporte, porque acabamos gastando bem mais do que esperado la. 
Todos os sábados, a entrada e gratuita entre as 10 e 11 da manha. Nos esforçamos para chegar a tempo e conseguimos chegar umas 10h30. Pedimos a entrada de graça e a mulher da bilheteria ja alertou que poderíamos fazer as visitas a pe pelos jardins, mas no conservatório - a estufa gigante com exposições temporárias e permanentes - e na biblioteca não poderíamos entrar. Assim como não podíamos pegar o trenzinho que percorre as estradinhas ja que o lugar e enorme e andar tudo a pe e coisa de louco.
Na primeira hora ficamos com o passe de graça, mas depois decidimos pagar os $ 18 (valor de estudante, a inteira de adulo e $ 20, bela diferença). Estava tendo a exposição Jardim de Monet e não podíamos perder por mão-de-vaquisse.
Por mais que tenha achado caro, valeu cada centavo. Passamos o dia inteiro la, ate as 18 quando o jardim fechava e aproveitamos um monte aquele lugar em meio a natureza, totalmente diferente do resto de Nova Iorque. Com o trenzinho que passa de 15 em 15 minutos, chegamos ate o norte do jardim para ver o Rockefeller Rose Garden que e lindo. O lugar me lembrou bastante o rosedal que visitei com os pais em 2011 quando estivemos em Buenos Aires, mas ainda achei o de la mais bonito, talvez pela época do ano as flores estavam bem mais vistosas. Acabou sendo um dos lugares que mais gostamos da capital da Argentina.
Caminho cercado por diversas variedades de lírios 
Prédio da biblioteca  


Roseiral


Tinha um pessoal fazendo curso de como lidar com rosas. Os canteiros do centro eram
para os alunos treinarem a poda
Rosa hibirda com o mesmo nome do jardim
Nao entendemos a construção e nao tinha placas, mas e exatamente como
sonhava quando tentava desenhar uma casinha quando criança 
Haupt Conservatory, perto das entradas, foi a parte que mais chamou minha atenção. Aquela cupula branca na entrada com estufas formando um retangulo e plantas e varias regioes do mundo juntas de acordo com o clima. Quando entramos na floresta umida ou depois no deserto africano a temperatura e a umidade mudavam tanto que ficava difícil ate de continuar la dentro mais tempo.
No conservatório também tinha parte da exposição Monet's Garden. Desde o começo do ano eles fizeram uma homenagem ao jardim de Claude Monet em Giverny (a entrada la e menos de 10 euros, fui checar!) que deve ficar ate o outono. A ideia e de que a paisagem mude conforme as estações avançam, como acontece em Giverny, mas que sempre alguma planta esteja florida. Algumas flores usadas são das mesmas espécies que as escolhidas pelo pintor em sua casa/atelier, outras foram escolhidas pelo pessoal de NY, ja que a ideia nao era reproduzir exatamente apesar dos arcos verdes e ate os portões serem inspirados neste cantinho da Franca. 


Tinha muita coisa  do Brasil la, como nao podia deixar de ser, ate acai 



Este vai para a serie de recados estúpidos de NY 
Inicio de Monet's Garden 




Na área externa no conservatório, no interior do retângulo formado pelas estufas, a exposição continua nas piscinas com plantas aquáticas como as famosas water lilies pintadas por Monet. Na Mertz Library (segundo o guia a mais completa biblioteca sobre botânica do mundo, com documentos de 800 anos atras) dois quadros de Monet, The Artist's Garden in Giverny (da Yale University) e Irises (de um colecionador suico) deixam o passeio mais interessante interessante ainda. Tentamos também assistir ao documentário The impressionists: Monet que estava passando no Ross Galery and Hall (uma extensão da biblioteca) mas quase dormimos na sala e resolvemos voltar para o ar livre.



Fora do conservatório, mais jardins
Vimos três casais de noivos neste dia. Este aqui foi o momento que
o noivo viu a noiva pela primeira vez, daqui eles seguiram pro casório
Tao chique que tem ate um Rolex gigante!
Na fonte...terceiro pedido em fontes de NY...Jogar e moeda de costas e dica italiana
O trenzinho
Resolvi aproveitar que ainda estava de dia quando voltei, apesar de ser mais de 19 horas,
para conhecer o Astoria Park aqui no bairro. Alem do parque, descobri o onibus que faz as 10 quadras
entre a minha casa e a estacao. Agora nao preciso andar todo este caminho como vinha fazendo

O parque fica entre duas pontes, a de trem (esta) e a outra para carros que segue a Astoria Blvd

terça-feira, 3 de julho de 2012

The Wizard of Oz no Bryant Park

Finalmente consegui. Assistir a um filme no Bryant Park de segunda-feira e um que eu nunca tinha visto antes: The Wizard of Oz. Nao fui muito bem equipada como muitos outros – que levavam cesta de piquenique cheias, cadeiras, toalhas, etc – mas deu para quebrar o galho e reduzir, apenas um pouco o desconforto. Assim que a aula terminou, encontramos o pessoal e fomos para o parque, apenas umas quadras da escola.
Ao chegarmos, quase desistimos, nao era 18:15 e a grama ja estava tomada. Entramos na fila que dava voltas no gramado para a seguranca checar nossas mochilas e um dos meninos que estava sem bolsa entrou na frente para procurar lugar. Sentamos na escada de pedra que fica atras do gramado. Como ela é elevada, dava para ver a tela tranquilamente quando ninguém se levantava na nossa frente, mas por ter tomado sol o dia inteiro, a pedra estava quente e incomodou ate as 23 horas, quando o filme acabou e fui embora.



Três horas antes do filme começar
Nunca imaginei tantas pessoas dispostas a assistir um filme num lugar publico. Calculamos umas mil pessoas, so na fila para o banheiro feminino, quando entrei, eram 50 mulheres na minha frente. E uma coisa extremamente diferente e acredito que poucos turistas fazem isto. So mesmo aqueles que vem para Nova Iorque passar mais de quatro dias, porque toma muito tempo. Mas também e difícil acreditar que tantas pessoas tenham um emprego tao flexível que consigam estar num parque para guardar lugar para a família e amigos as 17 horas. Fiquei tentando imaginar como seria levar um programa assim para o Brasil. Em Maringá, o lugar que pensei foi o gramado do estádio, com inclinação perfeita para a cabeça da pessoa na sua frente nao te atrapalhar. 
Ai que fofura...esta pequena Dorothy estava com o vestido, penteado e, claro, sapatos de Dorothy
A familia ficou ate o fim e a menina deu um show de comportamento para os adultos em volta
Depois de ter ouvido por anos pessoas falarem do Magico de Oz e dos sapatinhos da Dorothy, ate vi algumas inspirações para o cenário e maquetes no Museum of Moving Image, assisti o filme de uma maneira inesquecível. Claro que o audio nao estava bom e com algumas pessoas conversando ao lado e meu ingles a ser melhorado nao entendi fala por fala - ou musica por musica - mas foi uma experiência diferente.
Nao, nao era nosso, mas ate dava vontade de copiar




Torre do Bank of America - guia dos perdidos em NY a noite, e so ir em direção a torre que
voce para na Times Square, de la pega um metro pra qualquer lugar
Mais uma foto da serie "Estou aqui mae!" 

E fui a única da turma que resistiu ate o final. Alguns estavam cansados e estressados com a espera, outro teve que ir para pegar o trem, mas eu queria ver o "The End", pena que foi tao rápido que so consegui tirar uma fotografia que nao ficou boa. Mas serve de prova...hehhehe....Depois voltei para casa. Em 30 minutos estava no meu quarto. 



* Uma explicação para a repetição de fotos: Para mim esta sendo mais facil colocar as fotos no facebook e depois copia-las para o blog. Assim reduzo o tamanho e demora menos para carregar e o pessoal ja pode ver o que esta acontecendo antes de eu postar aqui no blog.  

domingo, 1 de julho de 2012

De Chelsea a Roosevelt Island com direito a MoMa e Guggenheim

Na Highline com vista para uma parte do Chelsea
E hoje iniciamos o segundo semestre de 2012.
O engraçado é que percebo o tempo passar por causa das postagens do blog. De repente paro e lembro que tenho varias coisas para contar, milhares de fotos para mostrar e que poderia postar novamente. Mas neste intervalo, a cada caminhada por ai, lembro de coisas que gostaria de por no blog e nunca lembro. Como por exemplo, contar que os sinais em Astoria - de casa ate a estação - são cronometrados para pedestres. Para mim sempre da certinho na hora de ir para a aula. Quando não estou correndo, mas também não no ritmo de passeio no shopping. So preciso esperar o primeiro sinal e depois, e chegar na esquina que o homenzinho formado por luzes brancas aparece no lugar da mão fechada em vermelho.
Também estava montando na minha cabeça um posts de coisas desesperadoras. Momentos em que  por segundos eu hesitei e quis estar em casa. Não é nada grande. Mas quando voce esta fora de casa ha tres semanas, com saudade da familia, namorado e amigos, o que parece pequeno pode arrancar lagrimas como se voce estivesse se aproximando do fim do mundo. Hum...segundo semestre de 2012, so espero que ate 12 de dezembro eu consiga estar com uma nova vida organizada ai no Brasil.
Outro post que eu comecei a escrever em pensamento era para lembrar do apoio do namorado nestes últimos anos (so cinco so). Mas por enquanto prefiro deixar para dizer isto para ele que tem estado tão presente, mesmo a milhares de quilômetros de distancia. Amo você demais.
Como sou uma so e quero compartilhar com vocês novidades sobre os lugares que tenho visitado, outros posts precisam aguardar na fila...
Na quinta-feira, após a aula, fomos com a escola - acho que sou uma das mais assíduas nas excursões da Rennert! - ao Chelsea. Ja tinha ido na Highline na despedida da Tatiana, mas voltamos. Afinal, o parque vai da 14th Street a 34th Street e tenho que adiantar que ainda não fiz o percurso inteiro. Antes, no entanto, fomos no Chelsea Market. Um prédio de 1890, bem charmoso. Diferentemente dos outros professores, esta levou um roteiro, falou curiosidades sobre os locais, marcou ponto de encontro e tudo. Ela não é novaiorquina. Uma das coisas que ela falou sobre o Chelsea Market  é que no local funcionava uma fabrica de biscoitos - National Biscuit Company - e la inventaram o Oreo. E enquanto todo mundo fazia um "oooohhh" eu fiquei parada com cara de ponto de interrogação. O que  é isto? Como deixei escapar a pergunta, tive que aguentar umas cinco pessoas indignadas porque eu não conhecia o tal biscoito que fez parte da infancia desde quem morava no Japão, Franca e Eua
Perguntei para um outro brasileiro , de SP, cidade grande, e ele também não conhecia. Depois, numa consulta via Skype minha irma falou que e a Negresco no Brasil. Ainda pesquisei aqui e apesar de algumas pessoas afirmarem que não é a mesma coisa, apos provar a Oreo e ver que sao a mesma coisa no site da BBC, vou acreditar que são iguais.
Enquanto a galera que curte frutos do mar degustou uma lagosta por $ 14 dólares, eu encarei um crepe de $ 8 no jantar no Chelsea Market. Maior injustiça, mas fazer o que? Quem tem frescuras para comer acaba sendo vitimas destas coisas. Antes que alguém se revolte contra mim e pergunte se eu nunca provei, quero deixar bem claro que tenho um negocio mais psicológico contra peixes e animais da água.  Mas e algo tão forte que me embrulha o estômago e so de pensar ou de sentir o cheiro de longe - porque minha família é ótima para "cheirar" coisas de longe - me da agonia. E sim, ja comi, mas nao desce.
Ainda no mercado, começamos a comparar palavras em português, francês, espanhol, italiano e alemão. Tudo porque no sábado passado em Coney Island, ao ver uma libélula eu falei o nome pelo qual eu estava acostumada quando criança: bate-bunda. Acho que o nome veio porque ela passa pela superfície da água dando aquelas encostadas. O garoto italiano achou divertido o nome e ficou repetindo por ai. Ate pensei em explicar que este não era o certo e que podia ter outro significado, mas quando ele falou para o outro brasileiro que tinha gostado de "bate-bunda" eu tive um ataque de riso. O brasileiro explicou o sentido literal e eu contei que no meu Brasil - talvez no norte do Parana, em Umuarama, ou talvez so mesmo a minha familia - a gente usava esta palavra.
entrada do Chelsea Market



Chelsea Market

Docerias no CM





Highline



Na sexta-feira, fomos ao MoMa - The Museum of Modern Art. Todas as sextas, a partir das 16 horas, a entrada é gratuita (normalmente e $20). Não tinha conseguido ir na primeira semana porque fiquei entretida no meio do caminho e na outra porque era a despedida da Tatiana, mas nesta deu certo. Cheguei umas 18:15 e não peguei fila para entrar. Retirei o bilhete no balcão, guardei a mochila e pronto. Como ele fecha as 20, um pouquinho antes saímos do terceiro andar para o quinto ver as obras mais famosas. Quando fui em 2008, o quadro de Salvador Dali não estava, mas agora que consegui ver, fiquei surpresa com o tamanho. Lindo, mas minúsculo. Um dos meninos que estava comigo no museu chegou a pensar que nao era o mais conhecido e que devia ser um estudo. Como devo voltar mais vezes, de sexta, claro, vou deixar para escrever mais sobre o MoMa depois.

Jardim do MoMa




Dali...acho que fico tao emocionada perto destas obras que erro a mao na foto

Pacote de Oreo na sexta

No sábado, fomos ao Guggenheim. A entrada  é $ 18, com o audioguia incluso (ate agora nao vi em nenhum museu em português, mas so pesquisei por curiosidade, ja que estou aqui para aprender e pego em ingles). Fiquei ao mesmo tempo triste e aliviada ao descobrir que nao podia fotografar após o hall. O museu é simplesmente maravilhoso. Quando você esta em uma das rampas, olha para o vao e consegue ver outras rampas e as telas no corredor, fica chateado por nao poder fotografar (tinha umas pessoas ignorando, mas nao. E aliviada porque deixei a câmera no guarda-volumes e nao carreguei peso. 
Nas rampas do Guggenheim estavam expostas telas abstratas de 1949 a 1960: Art of Another Kind. As outras eram a exposição fotográfica Rneke Dijkstra: A Retrospective; Kandinsky 1911-1913; e Thannhauser Collection. Depois de rodar tudo, chegamos na loja e encontramos cartões de quadros que nao tínhamos visto e descobrimos que muitos, como Woman Ironing (La repausseuse) de Pablo Picasso e outros nao estavam expostos porque eles revezam a coleção. Momento em que quis matar um curador!



Depois do museu, um passeio pelo Chelsea, Village e outros bairros 
Hoje, domingo, depois de fazer umas contas, vi que estou precisando apertar os cintos e investir mais em programas de graça. E o passeio escolhido foi ir para Roosevelt Island, no East River. Para ir para la, e so pegar o bonde que atravessa parte do rio na altura dos pilares da Queensboro Bridge. Na verdade a ida e o preco do metro ($2.50), mas tenho o meu cartão ilimitado. Diariamente passo por este lugar, mas por baixo do leito do rio. Estava morrendo de medo, mas com vontade de aproveitar o domingo de sol em algo diferente. O percurso dura um pouco mais de tres minutos e vale a pena. Na ilha, nao tem muito o que fazer. O lugar ja foi chamado de Ilha da Previdência por ter hospitais, asilos e manicômios. Na verdade descemos no terreno de um hospital e almoçamos - por sorte levamos a comida - ao lado de uns velhinhos de cadeira de rodas. Fomos ate o sul, sempre olhando Manhattan do lado direito. Tem um parque ali tao abandonado que quando encontrávamos alguém todos nos assustávamos, a gente e a pessoa.

Encontramos duas construções antigas - uma mais para ruína  - la relacionadas a saúde. O Smallpox Hospital (Hospital de Variola e de 1856 e por muito tempo foi o único a tratar a doenca em Nova Iorque) e o Strecker Laboratory (de 1892) que era um laboratório de analise clinicas, pesquisa e também um lugar de autopsia e armazenar corpos.
Travessia

Roosevelt Island





Queensboro Bidge e Manhattan ao fundo

Na volta