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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Jabuti 2011 para um maringaense


Mais uma vez atrasada, mas não poderia deixar de postar a lista dos premiados com o Jabuti 2011. Ainda mais com o prêmio de maior destaque - o de melhor romance, pelo menos para mim o mais importante até agora - indo para o autor maringaense Oscar Nakasato, por Nihonjin. Aqui tem uma matéria escrita pelo colega e também escritor Wilame Prado (de O Diário do Norte do Paraná) quando o autor foi escolhido um dos finalistas e um link para o blog do meu pai que leu o livro. Quem sabe agora com mais este reconhecimento nacional pelo livro não agilizo na minha lista "para ler" para na minha humildade também prestigiar Nakasato.  
Confira a lista completa dos vencedores, por categoria (fonte: uol.com.br)

Categoria: Capa
1º Lugar:
 "A anatomia de John Gray" - Capista: Leonardo Iaccarino - Editora Record
2º Lugar: "Ratos" - Capista: Marcelo Martinez (Laboratório Secreto) - Editora Intrínseca
3º Lugar: "Dresden" - Capista: Elmo Rosa - Editora Record
Categoria: Ilustração
1º Lugar: 
"Bananas podres" - Ilustrador: Ferreira Gullar - Editora Casa da Palavra
2º Lugar: "Água Sim" - Ilustrador: Andrés Sandoval - Companhia das Letrinhas
3º Lugar: "O ovo ou a galinha?" - Ilustrador: Gustavo Rosa - Editora Rideel
Categoria: Ilustração de Livro Infantil e Juvenil
1º Lugar: "Mil e uma estrelas" - Ilustrador: Marilda Castanha - Editora SM
2º Lugar: "A visita" - Ilustrador: Lúcia Hiratsuka - Editora DCL
3º Lugar: "Carmela vai à escola" - Ilustrador: Elisabeth Teixeira - Editora Record
Categoria: Arquitetura e Urbanismo
1º Lugar: "A arquitetura de Croce, Aflalo e Gasperini", de Fernando Serapião - Editora Paralexe
2º Lugar: "Warchavchik fraturas da vanguarda", de José Lira - Cosac & Naify
3º Lugar: "Galo cantou: a conquista da propriedade pelos moradores do Cantagalo", de Paulo Rabello de Castro - Editora Record
Categoria: Artes
1º Lugar: "Samico", de Weydson Barros Leal - Editora Bem-te-vi
2º Lugar: "Brecheret e a Escola de Paris", de Daisy Peccinini - FM Editorial
3º Lugar: "F.O. Fayga Ostrower Ilustradora", de Eucanaã Ferraz - Instituto Moreira Salles
Categoria: Biografia
1º Lugar: "Fernando Pessoa: uma quase autobiografia", de José Paulo Cavalcanti Filho - Editora Record
2º Lugar: "Cláudio Manoel da Costa", de Laura de Mello e Souza - Companhia das Letras
3º Lugar: "Antonio Vieira", de Ronaldo Vainfas - Companhia das Letras
Categoria: Ciências Exatas
1º Lugar: "Eletrodinâmica de Ampere", de André Koch Torres Assis e João Paulo Martins De Castro Chaib - Editora UNICAMP
2º Lugar: "Química medicinal: métodos e fundamentos em planejamento de fármacos", de Carlos A. Montanare (Org.) - Edusp
3º Lugar: "Substâncias orgânicas: estrutura e propriedades", de Nídia Franca Roque - Edusp
Categoria: Ciências Humanas
1º Lugar: "A política da escravidão no Império do Brasil: 1826 – 1865", de Tâmis Parron - Editora Civilização Brasileira
2º Lugar: "Ritmo espontâneo: organicismo em raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Hollanda", de João Kennedy Eugênio - Editora da Universidade Federal do Piauí
3º Lugar: "Oniska: poética do xamanismo", de Pedro de Niemeyer Cesarino - Editora Perspectiva
Categoria: Ciências Naturais
1º Lugar:
 "Fundamentos da Paleoparasitologia", de Luiz Fernando Ferreira Karl Jan Reinhard e Adauto Araújo (Orgs.) - Editora Fiocruz
2º Lugar: "Energia Eólica – Série Sustentabilidade", de Eliane A. Faria Amaral Fadigas - Editora Manole
3º Lugar: "Gestão de Saneamento Básico – Abastecimento de água e esgotamento sanitário – Coleção Ambiental", de Arlindo Philippi Jr. e Alceu de Castro Galvão - Editora Manole
Categoria: Ciências da Saúde
1º Lugar:
 "Clínica psiquiátrica – a visão do Depto. e do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP", de  Eurípedes Constantino Miguel, Valentin Gentil e Wagner Farid Gattaz - Editora Manole
2º Lugar: "Coluna vertebral – série Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem", de João Luiz Fernandes e Francisco Maciel Júnior - Editora Elsevier
3º Lugar: "Tratado de gastroenterologia, de Federação Brasileira de Gastroenterologia" – Editores: Schlioma Zaterka e Jaime Natam Eisig - Editora Atheneu
Categoria: Comunicação
1º Lugar:
 "O Império dos livros: instituições e práticas de leitura na São Paulo oitocentista", de Marisa Nidori Deaecto - Edusp
2º Lugar: "Repressão e resistência: censura a livros na Ditadura Militar", de Sandra Reimão - Edusp
3º Lugar: "Linha do tempo do design gráfico no Brasil", de Chico Homem de Melo e Elaine Ramos Coimbra - Cosac & Naify
Categoria: Contos e Crônicas
1º Lugar:
 "O Destino das metáforas", de Sidney Rocha - Editora Iluminuras
2º Lugar: "O anão e a ninfeta", de  Dalton Trevisan - Editora Record
3º Lugar: "O livro de Praga", de Sérgio Sant’Anna - Companhia das Letras
Categoria: Didático e Paradidático
1º Lugar:
 "Mundo Leitor – linhas da vida: caderno do orientador, de Áureo Gomes Monteiro Júnior, Celia Cunico, Marcia Porto e Rogério Coelho - Ahom Educação
2º Lugar: "Bullying e cyberbullying – o que fazemos com o que fazem conosco?, de Maria Tereza Maldonado - Editora Moderna
3º Lugar: "Atlas Histórico – Geral & Brasil, de Claudio Vicentino - Editora Ática
Categoria: Direito
1º Lugar:
 "Direitos da criança e do adolescente em face da TV", de Antonio Jorge Pereira Júnior - Editora Saraiva
2º Lugar: "O Estado e o direito depois da crise – Série Direito em Debate – DDJ", de José Eduardo Faria - Editora Saraiva
3º Lugar: "Direito Internacional Penal – Imunidades e Anistias", de Cláudia Perrone-Moisés - Editora Manole
Categoria: Economia, Administração e Negócios
1º Lugar:
 "Aprendizagem organizacional no Brasil", de Claudia Simone Antonello e Arilda Schmidt Godoy, Editora Artmed
2º Lugar: "A gestão da Amazônia: ações empresariais", políticas públicas, estudos e propostas, de Jacques Marcovitch - Edusp
3º Lugar: "Empresas proativas: como antecipar mudanças no mercado", de Leonardo Araújo e Rogério Gava - Editora Elsevier
Categoria: Educação
1º Lugar:
 "Alfabetização no Brasil: uma história de sua história", de Maria do Rosário Lombo Mortatti (org.) - Editora Cultura Acadêmica – Oficina Universitária
2º Lugar: "Avaliação da aprendizagem – componente do ato pedagógico", de Cipriano Carlos Luckesi - Cortez Editora
3º Lugar: "Educação infantil: Enfoques em diálogo", de Eloisa A. C. Rocha e Sonia Kramer (orgs.) - Editora Papirus
Categoria: Fotografia
1º Lugar:
 "Os Chicos - Fotografia", de Leo Drumond - Nitro Editorial
2º Lugar: "A Riqueza de Um Vale", de Ricardo Martins - Editora Kongo / FM Editorial
3º Lugar: "Amazônia", de Araquém Alcântara e Alex Atala - Editora Terra Brasil
Categoria: Gastronomia
1º Lugar:
 "Ambiências: histórias e receitas do Brasil", de Mara Salles - Editora DBA
2º Lugar: "Histórias, lendas e curiosidades da gastronomia", de Roberta Malta Saldanha - Editora Senac Rio
3º Lugar: "Dicionário do vinho", de Maurício Tagliari e Rogério de Campos - Companhia Editorial Nacional
Categoria: Infantil
1º Lugar:
 "Benjamin: Poemas com desenhos e músicas", de Biágio D’Ángelo - Editora Melhoramentos
2º Lugar: "O herói imóvel", de Rosa Amanda Strausz - Editora Rovelle
3º Lugar: "Votupira o vento doido da esquina", de Fabrício Carpinejar - Editora SM
Categoria: Juvenil
1º Lugar:
 "A mocinha do Mercado Central", de Stella Maris Rezende - Editora Globo
2º Lugar: "A guardiã dos segredos de família", de Stella Maris Rezende - Editora SM
3º Lugar: "As memórias de Eugênia", de Marcos Bagno - Editora Positivo
Categoria: Poesia
1º Lugar:
 "Alumbramentos", de Maria Lúcia Dal Farra - Editora Iluminuras
2º Lugar: "Vesuvio", de Zulmira Ribeiro Tavares - Companhia das Letras
3º Lugar: "Roça Barroca", de Josely Vianna Baptista - Cosac & Naify
Categoria: Psicologia e Psicanálise
1º Lugar:
 "Estrutura e constituição da psicanálise: uma arqueologia das práticas de cura, psicoterapia e tratamento", de Christian Ingo Lenz Dunker - Annablume Editora
2º Lugar: "O novo inconsciente: como a terapia cognitiva e as neurociências revolucionaram o modelo do processamento mental", de Marcos Montarroyos Callegaro - Editora Artmed
3º Lugar: "Psicologia social: principais temas vertentes", de Cláudio Vaz Torres e Elaine Rabelo Neiva - Editora Artmed
Categoria: Reportagem
1º Lugar:
 "Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda", de Miriam Leitão - Editora Record
2º Lugar: "O cofre do Dr. Rui", de Tom Cardoso - Editora Civilização Brasileira
3º Lugar: "O espetáculo mais triste da Terra", de Mauro Ventura - Companhia das Letras
Categoria: Romance
1º Lugar:
 "Nihonjin", de Oscar Nakasato - Editora Saraiva
2º Lugar: "Naqueles morros, depois da chuva", de Edival Lourenço - Editora Hedra
3º Lugar: "O estranho no corredor", de Chico Lopes - Editora 34
Categoria: Tecnologia e Informática
1º Lugar:
 "Inteligência Artificial: Uma abordagem de aprendizado de máquina", de Kati Faceli, Ana Carolina, João Gama, Andre Carlos Ponce - Grupo Gen
2º Lugar: "Tecnologia do Pescado – Ciência, Tecnologia, Inovação e Legislação", de Alex Augusto Gonçalves - Editora Athene
3º Lugar: "Sistemas colaborativos", de Mariano Pimentel e Hugo Fuks (Orgs.) - Editora Elsevier
Categoria: Teoria / Crítica Literária
1º Lugar:
 "A Espanha de João Cabral e Murilo Mendes", de Ricardo Souza de Carvalho - Editora 34
2º Lugar: "Da estepe à caatinga: o romance russo no Brasil (1887-1936)", de Bruno Barretto Gomide - Edusp
3º Lugar: "Crítica Textualis in Caelum Revocata? Uma proposta de edição e estudo da tradição de Gregório de Matos e Guerra", de Marello Moreira - Edusp
Categoria: Turismo e Hotelaria
1º Lugar:
 "História do Turismo no Brasil entre os séculos XVI e XX", de Paulo de Assunção - Editora Manole
2º Lugar: "Destinos de sonho – 101 viagens inesquecíveis", de Elaine Ianicelli, Gabriela Aguerre, Rosana Zakabi, Adriana Setti, Cristina Capuano e Maila Blöss - Editora Abril
3º Lugar: "Lisboa em Pessoa – guia turístico e literário da capital portuguesa", de João Correia Filho - Editora Leya
Categoria: Projeto Gráfico
1º Lugar:
 "Linha do tempo do design gráfico no Brasil", de Chico Homem de Melo e Elaine Ramos Coimbra - Cosac & Naify
2º Lugar: "40 microcontos experimentais", de Airton Cattani - Editora Marca Visual
3º Lugar: "Aventuras de Alice no subterrâneo", de Adriana Peliano - Editora Scipione
Categoria: Tradução
1º Lugar: 
"Odisseia" - Tradutor: Trajano Vieira - Editora 34
2º Lugar: "Guerra e Paz" - Tradutor: Rubens Figueiredo - Cosac & Naify
3º Lugar: "Madame Bovary" - Tradutor: Mario Laranjeira - Companhia das Letras

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Despedida de NYC

Eu sempre quis ter a oportunidade de estudar do exterior e agora posso dizer que foi uma das melhores fases da minha vida. Mas como tudo passa (fica para um completar a piadinha), chegou a minha hora de voltar para casa. Outros amigos preferiram se despedir numa mesa de bar, eu prefiro ir na minha. Poucos dos grandes amigos que fiz aqui ficaram. A Judy esta em Miami, acabei não me despedindo dela no sabado por uma confusão sendo que estávamos as duas na mesma quadra esperando uma pela outra e não nos vimos. Da Yumi, japonesa, despedi-me hoje. Apesar de termos passado pouco tempo juntas, adorei estes momentos, como hoje na Morgan Library and Museum. 
E agora ficou a Vivi, da qual me despeço amanhã antes de entrar na van para o aeroporto. Ela vem me ajudar a descer as malas – duas de 32 e uma de 23 quilos, espero que SO isto. 
Um dos últimos postais que enviei. Este foi para o meu pai, na segunda,
na caixa da 5th Avenue com a 60th Street,
em frente a estação da linha amarela do metro....
No passeio de segunda
Com o desencontro no sábado, acabei passando o fim de semana inteiro sozinha. Passei horrores no Central Park (coloquei dezenas de fotos no facebook enquanto não escrevo sobre o parque), não escutei o aviso de que o metro não ia parar nas próximas três estações e acabei visitando o Harlem novamente, fui na Frick Collection, fiz algumas compras “que faltavam”. Algumas, porque não sei o que me restava menos, tempo para gastar em lojas ou dinheiro.
Ontem, combinei de ir no Astoria Park com a Vivi. Ela mora bem perto e vai la vez ou outra correr. Eu não sou esportiva nem no pensamento, então fomos nesta segunda a noite apenas para ver o por do sol e praticar meu único esporte - amador, claro - a fotografia.
E não e que vimos a tela de cinema montada e uma galera na grama? Fomos perguntar e o filme era o Rei Leão. Pegar uma canga e voltamos para o parque. Ate queria voltar mais cedo para casa para ligar para meu pai que estava fazendo aniversario, mas tenho que repetir: era o Rei Leão!!! 
Foi simplesmente lindo. Alem do filme com aquela trilha sonora de fazer todo mundo cantar junto (no meu caso em português), vimos um pôr do sol lindo naquele ambiente amigavel no meio de tantas famílias. O tempo ainda ajudou, apesar de ter feito muito calor neste fim de semana e na segunda durante o dia, estava fresquinho.
Astoria Park na segunda-feira



Direto do face: Bem no aniversario do meu pai maravilhoso,
Orlando Lisboa de Almeida, resolvo ver o anoitecer no Astoria Park
com Viviane Figueiredo e acabamos assistindo Rei Leao!
E esta cena ainda me emociona muito...
para meu pai que me ensinou  e continua me ensinando...
a única ambição que tenho e de um dia chegar pertinho da sua "pata"! Te amo


Hoje de manhã, tentei novamente um ingresso para o Shakespeare in the Park. Na segunda cheguei bem na hora da distribuição, 13 horas, e peguei o ultimo voucher para tentar mais tarde a segunda fila. Mas precisava chegar as 18 no Central Park para encarar duas horas de espera sem a certeza de conseguir. Ate estava disposta, mas fui comprar outra mala e leva-la para casa neste intervalo. Mas o metro estava mais devagar do que o normal e cheguei em casa no horário em que deveria estar no parque.
Hoje, fui as 9h40, com a certeza de que conseguiria. Fiquei ate as 13h30, ate que foi divertido porque conheci três mulheres nascidas e criadas aqui e conversamos durante horas, e os ingressos e voucher acabaram umas 100 pessoas a minha frente. Estou tendo que me conformar em ir embora sem ver a peça.
Esta foi a fila de ontem, quando ainda dava para ver o teatro,
aquele negocinho verde no fundo. Hoje nem me animei para fotografar...
Depois, fui encontrar a Vivi e a Yumi para a visita a Morgan Library and Museum. A biblioteca foi criada por este colecionador de livros, Pierpont Morgan, e conta com obras raríssimas, como o manuscrito de O Retrato de Dorian Gray, e três bíblias de Gutenberg, duas impressas em papel e outra em pergaminho. Sao quatro ambientes na parte da biblioteca, mas o museu também inclui exposições, num espaço moderno parecido com o do MoMa, um cafe, restaurante e loja (claro!). Como queríamos ver a biblioteca, entramos de graça.  
Uma das bíblias de Gutenberg, na verdade este livro e apenas a segunda parte
de uma das copias de papel da biblioteca
East Room, vou me conter e nao postar todas as fotos hoje!
Quadro de Pierpont Morgan em seu escritório 
Lojinha que poderia ate me encantar dias atras, mas desta vez nao fez tanta
vontade porque sei o quanto seria impossível colocar qualquer coisa a mais
em alguma das minhas malas... Fica em outro prédio, onde antigamente
era a casa de P. Morgan 
A entrada original da biblioteca na 36th Street, mas atualmente a entrada
e pela Madison Avenue

De la fomos para o World Financial Center. Foi difícil para o guarda de transito para o qual pedimos informação na região sul de Manhattan entender que queríamos ir neste conjunto de prédios de escritórios, ele insistia em explicar o caminho para o World Trade Center! Quis ir neste lugar para ver o jardim de inverno que eles tem ali. Deu para ver a cúpula do Hudson River quando fiz o passeio de barco em volta da ilha, mas e meio confuso chegar porque esta muito perto do WTC e as obras ali bloqueiam as ruas por perto. Tanto que no atentado este lugar foi afetado também. Em frente ao Financial Center ha uma mini marina (pode-se dizer isto?). A galera sai do trabalho e pega o barco para relaxar...Vida boa...

Verde cai bem em todo lugar...

World Financial Center e a mini marina a esquerda

Voltando para casa, vi este lindo por do sol...A câmera estava na bolsa,
mas valeu a pena tirar...pena que a fotografa nao valoriza muito o assunto...

Pretendo escrever mais sobre a visita a biblioteca quando voltar no Brasil. Tenho dezenas de posts quase prontos na minha mente, mas ou eu escrevia ou eu visitava e fazia coisas que renderiam novos posts. Optei pela segunda. Podem me cobrar!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Abandono Total e retorno a Moby Dick

Nossa, que tristeza deixar o blog assim...tão solitário nesta rede louca que é a internet...
mas antes que cancelem minha conta (nossa, que drama) vou escrever um pouquinho aqui....
Lembram do Moby Dick? Acabei de ler!
Acho que poucas vezes li um livro com tantos detalhes. O Herman Melville descreve todos os detalhes da pesca da baleia, o que super humaniza a atividade.
Eu sei, eu também morro de dó das baleinhas (ou baleiazinhas) que de inhas não têm nada, já nascem maior que um homem adulto, mas na época era tão comum e necessário que não dá para condenar...
Por exemplo, eu não como peixe por alguns motivos, um deles é que você chega no mercado e vê ele lá, inteirinho no gelo, quase te olhando. Mas eu como carne de frango....e vai dizer que não é estranho igual olhar para um frango assado e ficar com água na boca?! Acho que desviei um pouco do assunto. Mas somos assim mesmo, cheios de contradições...morro de compaixão ao ver um boi com aquele olhar e com as orelhinhas levantadas, mas logo esqueço ao ser convidada a um churrasco...mas ao pensar em comer carne de cachorro...ai meu Deus!!! Enquanto indianos devem pensar, "como eles podem comer um bicho sagrado?"
Voltando ao Moby Dick, de qual forma eu iria saber que as cachalotes (uma espécie de baleia) têm litros e litros de óleo na cabeça para ajudar na flutuação, e que este óleo custava vidas de um monte de baleeiros e era usado até de remédio?
Não vou negar que no começo fiquei extremamente confusa...muitas palavras diferentes, o dicionário on-line ajudou no começo, mas depois que você pega o jeito fica mais fácil...
O narrador estava a bordo deste navio baleeiro, comandado por Ahab, um homem aficcionado por caçar o lendário Moby Dick (um cachalote branco cheio de lendas de seus ataques enfurecidos e, praticamente, imortal) para vingar-se por ter perdido uma perna em um ataque da baleia.
Não gosto de contar o final, mesmo sabendo que o livro é muito maior que o desfecho, outro dia conto uma história que explica esta minha agonia por spoilers!! hehhehe

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Moby Dick - quero navegar!!!

Duas provas a menos! E essa semana estava tão terrível que li pouquinho pouquinho.
Antes, vou dar uma explicação que fiquei devendo...falei sobre a biografia da Clarice Lispector mas acabei não fazendo resenha nenhuma...tive uma idéia melhor. Isto porque agora quero ler todos os romances e contos da Clarice Lispector, mas na ordem que foi escrita, acho que vai ser melhor. Então, logo que acabei fiz um pedido no estante virtual, recebi meus livros (calma - não comprei todos!! hehehe), encapei e guardei. Quero ver se consigo também algumas pessoas para ler os livros ao mesmo tempo que eu, para poder discutir. Já encarreguei meu pai da tarefa, primeiro.
Como o último livro que eu comprei da coleção Clássicos da abril foi o Moby Dick, assim que acabei o livro de Benjamin Moser, quis começar outro e quem estava ali no meu criado?
Estou quase no fim do primeiro (!?) e estou gostando muito. Já entrei no google algumas vezes para pesquisar sobre baleias, sobre o espermacerte - o óleo que era a razão das caças. O pior é que eu imaginava que ia ficar indignada por ler esta excursão...gosto muito das baleias no cantinho delas...e que cantinho!
Lendo sobre Moby Dick (sobre porque ele é o personagem principal) estava lembrando de uma réplica imensa de baleia que tinha lá no Museu de História Natural de Nova York. Ela ocupava o teto de uma sala toda,
muito incrível...só ver gravuras comparando homens com elas não é a mesma coisa que ver uma em tamanho natural. Também me lembrei do baleiês do Neno...hehehe...mas agora estou fugindo demais do foco.
Resumindo...como estava demorando muito para postar e quando acabo um livro desses que tenho lido ultimamente (clássicos dos clássicos) e que influenciaram tanta coisa na história, simplesmente me sinto um nada pra comentar...difícil mesmo, tanto que comecei a variar... estou na metade do Comer, Rezar e Amar (hoje sai o filme!!! mas a minha carteirinha de estudante não chegou ainda =( Por isso vou escrever conforme o que estou lendo...
Livros do mês - Comer, Rezar e Amar
Moby Dick
















Detalhe - imagina que legal dormir nesse lugar?!Ainda sou capaz de ter pesadelo!




quinta-feira, 29 de julho de 2010

Germinal - Émile Zola

Andei dando uma boa sumida e abandonando meu blog, mas pretendo ir retornando aos poucos. Não vou poder atualizar mais com tanta frequência (algum dia eu consegui?). Assumi alguns compromissos novos, como frequentar um cursinho para o concurso do Ministério Público e ser caloura novamente, agora cursando Administração.
A idéia de escrever sobre o livro Germinal eu já tinha, na verdade se ele não está na lista dos livros a serem postados foi uma incrível auto sabotagem minha. Li o Germinal em 2009 e pretendo reler quantas vezes puder. Não tenho adjetivos para descrevê-lo...na verdade tenho tantos, mas nenhum seria o ideal.
Eu reconheço um clássico não apenas como um livro que você ama...se fosse assim, meu clássico dos clássicos seria a história da sementinha, um livro que tive no jardim e que chorei para doar para a biblioteca da escola em troca da minha carteirinha...na verdade eu sempre voltava lá e visitava o "meu" livrinho...Voltando, então, estes livros encantam a gente, mas o verdadeiro clássico não apenas encanta, é aquele livro que desperta sensações e sentimentos diversos, que você ama, odeia, sente asco, raiva, hesita em ler os próximos capítulos, se surpreende...
Um exemplo que eu não poderia deixar de citar aqui é "Ensaio sobre a Cegueira", do Saramago. Não tem como descrever certinho, é um livro pesado, as páginas custam para acabar, mas não por ser ruim, mas ao contrário, por ser tão fiel com a humanidade. Em ensaio os humanos mostram o seu lado selvagem, de bicho mesmo, dói ler coisas assim, a realidade espanta. Não é à toa que assim que li emprestei para uma amiga. Passou um ano e ela, sempre que me vê fala "ai Poli, não consigo terminar o livro". Eu tive muitos pesadelos, é difícil encarar a verdade assim, tão crua...
Bom, dei uma volta enorme para voltar em "Germinal". Na aula de fundamentos da administração o professor começou a falar de pessoas que influenciaram a administração e falou de Marx que, na opinião dele, ajudou não só a classe operária, mas também os patrões, que assim souberam "disfarçar" melhor a exploração, tentando agradar os empregados para controlá-los melhor...achei um ponto de vista interessantíssimo...nunca tinha pensado nisso, não é à toa que ele é o professor...hehehe...e nesta mesma discussão ele falou de "Germinal", mas do filme.
Eu nunca consegui ver este filme, nem preciso falar que na locadora que eu vou não tem e a minha internet está muito ruim para baixar, mas depois de ler o livro, imagino que o filme deve ser fichinha...
Émile Zola, pelo pouco que sei, dedicou parte da vida escrevendo livros ligados entre si, sendo que o "Germinal" foi o mais famoso. O livro fala da exploração de trabalhadores em minas de carvão na França do século passado - ou o outro ainda - que trabalhavam em condições, no mínimo, desumanas. Não querendo contar o livro, mas já contando, em uma parte, há um problema e os trabalhadores ficam presos na mina, centenas de metros abaixo do solo. Como se não bastasse, a desgraça era maior ainda tendo em conta a umidade e o frio lá em baixo...
não vou tentar explicar a cena, mas este também é um daqueles clássicos de ter pesadelos. Enquanto lia, meu pés ficavam gelados, imaginava aquela situação, mesmo sabendo que a minha imaginação não devia chegar nem perto do sofrimento deles...
Pra mim, Zola não precisava ter escrito uma coleção de livros, apenas a cena que citei acima já o coloca entre um escritor imortal da literatura...