Assine nosso feed

Mostrando postagens com marcador museu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador museu. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Despedida de NYC

Eu sempre quis ter a oportunidade de estudar do exterior e agora posso dizer que foi uma das melhores fases da minha vida. Mas como tudo passa (fica para um completar a piadinha), chegou a minha hora de voltar para casa. Outros amigos preferiram se despedir numa mesa de bar, eu prefiro ir na minha. Poucos dos grandes amigos que fiz aqui ficaram. A Judy esta em Miami, acabei não me despedindo dela no sabado por uma confusão sendo que estávamos as duas na mesma quadra esperando uma pela outra e não nos vimos. Da Yumi, japonesa, despedi-me hoje. Apesar de termos passado pouco tempo juntas, adorei estes momentos, como hoje na Morgan Library and Museum. 
E agora ficou a Vivi, da qual me despeço amanhã antes de entrar na van para o aeroporto. Ela vem me ajudar a descer as malas – duas de 32 e uma de 23 quilos, espero que SO isto. 
Um dos últimos postais que enviei. Este foi para o meu pai, na segunda,
na caixa da 5th Avenue com a 60th Street,
em frente a estação da linha amarela do metro....
No passeio de segunda
Com o desencontro no sábado, acabei passando o fim de semana inteiro sozinha. Passei horrores no Central Park (coloquei dezenas de fotos no facebook enquanto não escrevo sobre o parque), não escutei o aviso de que o metro não ia parar nas próximas três estações e acabei visitando o Harlem novamente, fui na Frick Collection, fiz algumas compras “que faltavam”. Algumas, porque não sei o que me restava menos, tempo para gastar em lojas ou dinheiro.
Ontem, combinei de ir no Astoria Park com a Vivi. Ela mora bem perto e vai la vez ou outra correr. Eu não sou esportiva nem no pensamento, então fomos nesta segunda a noite apenas para ver o por do sol e praticar meu único esporte - amador, claro - a fotografia.
E não e que vimos a tela de cinema montada e uma galera na grama? Fomos perguntar e o filme era o Rei Leão. Pegar uma canga e voltamos para o parque. Ate queria voltar mais cedo para casa para ligar para meu pai que estava fazendo aniversario, mas tenho que repetir: era o Rei Leão!!! 
Foi simplesmente lindo. Alem do filme com aquela trilha sonora de fazer todo mundo cantar junto (no meu caso em português), vimos um pôr do sol lindo naquele ambiente amigavel no meio de tantas famílias. O tempo ainda ajudou, apesar de ter feito muito calor neste fim de semana e na segunda durante o dia, estava fresquinho.
Astoria Park na segunda-feira



Direto do face: Bem no aniversario do meu pai maravilhoso,
Orlando Lisboa de Almeida, resolvo ver o anoitecer no Astoria Park
com Viviane Figueiredo e acabamos assistindo Rei Leao!
E esta cena ainda me emociona muito...
para meu pai que me ensinou  e continua me ensinando...
a única ambição que tenho e de um dia chegar pertinho da sua "pata"! Te amo


Hoje de manhã, tentei novamente um ingresso para o Shakespeare in the Park. Na segunda cheguei bem na hora da distribuição, 13 horas, e peguei o ultimo voucher para tentar mais tarde a segunda fila. Mas precisava chegar as 18 no Central Park para encarar duas horas de espera sem a certeza de conseguir. Ate estava disposta, mas fui comprar outra mala e leva-la para casa neste intervalo. Mas o metro estava mais devagar do que o normal e cheguei em casa no horário em que deveria estar no parque.
Hoje, fui as 9h40, com a certeza de que conseguiria. Fiquei ate as 13h30, ate que foi divertido porque conheci três mulheres nascidas e criadas aqui e conversamos durante horas, e os ingressos e voucher acabaram umas 100 pessoas a minha frente. Estou tendo que me conformar em ir embora sem ver a peça.
Esta foi a fila de ontem, quando ainda dava para ver o teatro,
aquele negocinho verde no fundo. Hoje nem me animei para fotografar...
Depois, fui encontrar a Vivi e a Yumi para a visita a Morgan Library and Museum. A biblioteca foi criada por este colecionador de livros, Pierpont Morgan, e conta com obras raríssimas, como o manuscrito de O Retrato de Dorian Gray, e três bíblias de Gutenberg, duas impressas em papel e outra em pergaminho. Sao quatro ambientes na parte da biblioteca, mas o museu também inclui exposições, num espaço moderno parecido com o do MoMa, um cafe, restaurante e loja (claro!). Como queríamos ver a biblioteca, entramos de graça.  
Uma das bíblias de Gutenberg, na verdade este livro e apenas a segunda parte
de uma das copias de papel da biblioteca
East Room, vou me conter e nao postar todas as fotos hoje!
Quadro de Pierpont Morgan em seu escritório 
Lojinha que poderia ate me encantar dias atras, mas desta vez nao fez tanta
vontade porque sei o quanto seria impossível colocar qualquer coisa a mais
em alguma das minhas malas... Fica em outro prédio, onde antigamente
era a casa de P. Morgan 
A entrada original da biblioteca na 36th Street, mas atualmente a entrada
e pela Madison Avenue

De la fomos para o World Financial Center. Foi difícil para o guarda de transito para o qual pedimos informação na região sul de Manhattan entender que queríamos ir neste conjunto de prédios de escritórios, ele insistia em explicar o caminho para o World Trade Center! Quis ir neste lugar para ver o jardim de inverno que eles tem ali. Deu para ver a cúpula do Hudson River quando fiz o passeio de barco em volta da ilha, mas e meio confuso chegar porque esta muito perto do WTC e as obras ali bloqueiam as ruas por perto. Tanto que no atentado este lugar foi afetado também. Em frente ao Financial Center ha uma mini marina (pode-se dizer isto?). A galera sai do trabalho e pega o barco para relaxar...Vida boa...

Verde cai bem em todo lugar...

World Financial Center e a mini marina a esquerda

Voltando para casa, vi este lindo por do sol...A câmera estava na bolsa,
mas valeu a pena tirar...pena que a fotografa nao valoriza muito o assunto...

Pretendo escrever mais sobre a visita a biblioteca quando voltar no Brasil. Tenho dezenas de posts quase prontos na minha mente, mas ou eu escrevia ou eu visitava e fazia coisas que renderiam novos posts. Optei pela segunda. Podem me cobrar!

domingo, 1 de julho de 2012

De Chelsea a Roosevelt Island com direito a MoMa e Guggenheim

Na Highline com vista para uma parte do Chelsea
E hoje iniciamos o segundo semestre de 2012.
O engraçado é que percebo o tempo passar por causa das postagens do blog. De repente paro e lembro que tenho varias coisas para contar, milhares de fotos para mostrar e que poderia postar novamente. Mas neste intervalo, a cada caminhada por ai, lembro de coisas que gostaria de por no blog e nunca lembro. Como por exemplo, contar que os sinais em Astoria - de casa ate a estação - são cronometrados para pedestres. Para mim sempre da certinho na hora de ir para a aula. Quando não estou correndo, mas também não no ritmo de passeio no shopping. So preciso esperar o primeiro sinal e depois, e chegar na esquina que o homenzinho formado por luzes brancas aparece no lugar da mão fechada em vermelho.
Também estava montando na minha cabeça um posts de coisas desesperadoras. Momentos em que  por segundos eu hesitei e quis estar em casa. Não é nada grande. Mas quando voce esta fora de casa ha tres semanas, com saudade da familia, namorado e amigos, o que parece pequeno pode arrancar lagrimas como se voce estivesse se aproximando do fim do mundo. Hum...segundo semestre de 2012, so espero que ate 12 de dezembro eu consiga estar com uma nova vida organizada ai no Brasil.
Outro post que eu comecei a escrever em pensamento era para lembrar do apoio do namorado nestes últimos anos (so cinco so). Mas por enquanto prefiro deixar para dizer isto para ele que tem estado tão presente, mesmo a milhares de quilômetros de distancia. Amo você demais.
Como sou uma so e quero compartilhar com vocês novidades sobre os lugares que tenho visitado, outros posts precisam aguardar na fila...
Na quinta-feira, após a aula, fomos com a escola - acho que sou uma das mais assíduas nas excursões da Rennert! - ao Chelsea. Ja tinha ido na Highline na despedida da Tatiana, mas voltamos. Afinal, o parque vai da 14th Street a 34th Street e tenho que adiantar que ainda não fiz o percurso inteiro. Antes, no entanto, fomos no Chelsea Market. Um prédio de 1890, bem charmoso. Diferentemente dos outros professores, esta levou um roteiro, falou curiosidades sobre os locais, marcou ponto de encontro e tudo. Ela não é novaiorquina. Uma das coisas que ela falou sobre o Chelsea Market  é que no local funcionava uma fabrica de biscoitos - National Biscuit Company - e la inventaram o Oreo. E enquanto todo mundo fazia um "oooohhh" eu fiquei parada com cara de ponto de interrogação. O que  é isto? Como deixei escapar a pergunta, tive que aguentar umas cinco pessoas indignadas porque eu não conhecia o tal biscoito que fez parte da infancia desde quem morava no Japão, Franca e Eua
Perguntei para um outro brasileiro , de SP, cidade grande, e ele também não conhecia. Depois, numa consulta via Skype minha irma falou que e a Negresco no Brasil. Ainda pesquisei aqui e apesar de algumas pessoas afirmarem que não é a mesma coisa, apos provar a Oreo e ver que sao a mesma coisa no site da BBC, vou acreditar que são iguais.
Enquanto a galera que curte frutos do mar degustou uma lagosta por $ 14 dólares, eu encarei um crepe de $ 8 no jantar no Chelsea Market. Maior injustiça, mas fazer o que? Quem tem frescuras para comer acaba sendo vitimas destas coisas. Antes que alguém se revolte contra mim e pergunte se eu nunca provei, quero deixar bem claro que tenho um negocio mais psicológico contra peixes e animais da água.  Mas e algo tão forte que me embrulha o estômago e so de pensar ou de sentir o cheiro de longe - porque minha família é ótima para "cheirar" coisas de longe - me da agonia. E sim, ja comi, mas nao desce.
Ainda no mercado, começamos a comparar palavras em português, francês, espanhol, italiano e alemão. Tudo porque no sábado passado em Coney Island, ao ver uma libélula eu falei o nome pelo qual eu estava acostumada quando criança: bate-bunda. Acho que o nome veio porque ela passa pela superfície da água dando aquelas encostadas. O garoto italiano achou divertido o nome e ficou repetindo por ai. Ate pensei em explicar que este não era o certo e que podia ter outro significado, mas quando ele falou para o outro brasileiro que tinha gostado de "bate-bunda" eu tive um ataque de riso. O brasileiro explicou o sentido literal e eu contei que no meu Brasil - talvez no norte do Parana, em Umuarama, ou talvez so mesmo a minha familia - a gente usava esta palavra.
entrada do Chelsea Market



Chelsea Market

Docerias no CM





Highline



Na sexta-feira, fomos ao MoMa - The Museum of Modern Art. Todas as sextas, a partir das 16 horas, a entrada é gratuita (normalmente e $20). Não tinha conseguido ir na primeira semana porque fiquei entretida no meio do caminho e na outra porque era a despedida da Tatiana, mas nesta deu certo. Cheguei umas 18:15 e não peguei fila para entrar. Retirei o bilhete no balcão, guardei a mochila e pronto. Como ele fecha as 20, um pouquinho antes saímos do terceiro andar para o quinto ver as obras mais famosas. Quando fui em 2008, o quadro de Salvador Dali não estava, mas agora que consegui ver, fiquei surpresa com o tamanho. Lindo, mas minúsculo. Um dos meninos que estava comigo no museu chegou a pensar que nao era o mais conhecido e que devia ser um estudo. Como devo voltar mais vezes, de sexta, claro, vou deixar para escrever mais sobre o MoMa depois.

Jardim do MoMa




Dali...acho que fico tao emocionada perto destas obras que erro a mao na foto

Pacote de Oreo na sexta

No sábado, fomos ao Guggenheim. A entrada  é $ 18, com o audioguia incluso (ate agora nao vi em nenhum museu em português, mas so pesquisei por curiosidade, ja que estou aqui para aprender e pego em ingles). Fiquei ao mesmo tempo triste e aliviada ao descobrir que nao podia fotografar após o hall. O museu é simplesmente maravilhoso. Quando você esta em uma das rampas, olha para o vao e consegue ver outras rampas e as telas no corredor, fica chateado por nao poder fotografar (tinha umas pessoas ignorando, mas nao. E aliviada porque deixei a câmera no guarda-volumes e nao carreguei peso. 
Nas rampas do Guggenheim estavam expostas telas abstratas de 1949 a 1960: Art of Another Kind. As outras eram a exposição fotográfica Rneke Dijkstra: A Retrospective; Kandinsky 1911-1913; e Thannhauser Collection. Depois de rodar tudo, chegamos na loja e encontramos cartões de quadros que nao tínhamos visto e descobrimos que muitos, como Woman Ironing (La repausseuse) de Pablo Picasso e outros nao estavam expostos porque eles revezam a coleção. Momento em que quis matar um curador!



Depois do museu, um passeio pelo Chelsea, Village e outros bairros 
Hoje, domingo, depois de fazer umas contas, vi que estou precisando apertar os cintos e investir mais em programas de graça. E o passeio escolhido foi ir para Roosevelt Island, no East River. Para ir para la, e so pegar o bonde que atravessa parte do rio na altura dos pilares da Queensboro Bridge. Na verdade a ida e o preco do metro ($2.50), mas tenho o meu cartão ilimitado. Diariamente passo por este lugar, mas por baixo do leito do rio. Estava morrendo de medo, mas com vontade de aproveitar o domingo de sol em algo diferente. O percurso dura um pouco mais de tres minutos e vale a pena. Na ilha, nao tem muito o que fazer. O lugar ja foi chamado de Ilha da Previdência por ter hospitais, asilos e manicômios. Na verdade descemos no terreno de um hospital e almoçamos - por sorte levamos a comida - ao lado de uns velhinhos de cadeira de rodas. Fomos ate o sul, sempre olhando Manhattan do lado direito. Tem um parque ali tao abandonado que quando encontrávamos alguém todos nos assustávamos, a gente e a pessoa.

Encontramos duas construções antigas - uma mais para ruína  - la relacionadas a saúde. O Smallpox Hospital (Hospital de Variola e de 1856 e por muito tempo foi o único a tratar a doenca em Nova Iorque) e o Strecker Laboratory (de 1892) que era um laboratório de analise clinicas, pesquisa e também um lugar de autopsia e armazenar corpos.
Travessia

Roosevelt Island





Queensboro Bidge e Manhattan ao fundo

Na volta