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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Indo embora

Nao estou indo para casa hoje. Hoje foi meu ultimo dia de aula na Rennert, fizemos uma festinha depois da aula, porque alem de mim outros dois alunos estavam deixando a sala. Quarta-feira e o meu vôo de volta para o Brasil. Tive que antecipar minha volta em duas semanas. Depois de um ano e meio na lista de espera, fui chamada para assumir uma vaga de escriturário no Banco do Brasil. Fiz o concurso porque estava desempregada e desesperada, mas depois de ter mais uma experiência ao mesmo tempo maravilhosa e caótica com o jornalismo, resolvi que era tempo de me agarrar em outra possibilidade.
Ate brinquei esta semana que nao ligaria se fosse trabalhar nesta agencia.
Bem em frente ao Bryant Park - aquele que se tornou o meu preferido em NYC
Em busca da tao sonhada estabilidade, prestei cerca de 20 concursos. Passei em três, dois para jornalista. Fui chamada em dois, o da Universidade Estadual de Maringá (UEM), um pouco antes de vir para Nova Iorque, e agora no Banco do Brasil. O primeiro nao pude assumir. O edital exigia dois anos de experiência e eu tinha 1 e meio. A jornada também era de 40 horas - apesar da legislação determinar 30 para a minha profissão - e era um contrato temporário.
Agora, estou indo para Sao Jose dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Depois de dois anos e meio, vou voltar a morar na capital! E o grande diferencial e a possibilidade de ter uma carreira. Também devo viver algumas outras mudanças neste semestre, mas isto fica para depois...
Amanha faço o Toefl. Vim para Nova Iorque para estudar inglês e fazer esta prova de inglês acadêmico. Nao tenho nenhuma previsão de usar esta nota no próximo ano, so mesmo para ter uma "prova" do meu conhecimento na língua. Nao tem score mínimo para "passar", o máximo e 120 pontos e sei o quanto e difícil chegar perto.
Vamos combinar assim, se eu for bem, posto minha pontuação daqui duas semanas. Caso contrario, vocês nunca mais vao ouvir falar de Toefl... Nao por minhas palavras! =)
"Goodbye Party" com a turma desta semana...

My teacher Joanna e eu com meu certificado
Mas mesmo com o meu objetivo de nerd, as melhores experiências nesta cidade louca nao foram dentro duma sala de aula...Fiz muitos amigos aqui, aprendi muito com cada um deles... Mas vamos acabar com este clima de despedida porque ainda tenho uns dias aqui. E agora a energia e a internet de casa estão restabelecidas...Com sorte conseguirei postar outras coisas durante o fim de semana e inicio da semana que vem.
Hoje, em mais uma despedida, com Judy e o brasileiro Lucas, que volta para casa amanha

terça-feira, 24 de julho de 2012

Columbia University e um bom exemplo a ser seguido

Hoje estava um pouco chateada apos a aula. Esta é a minha sétima semana aqui e todas as segundas e terças temos simulado do Toefl. Ate a quinta semana ganhava pontos, mas na semana passada empatei e nesta fui mal. Ainda não corrigimos tudo, porque a sala esta com nove alunos – não  tenho certeza se contei aqui, quando eu cheguei eram três -, mas sei que minha pontuação deve ser a mesma da quarta semana
Cheguei em casa mais cedo para poder conversar com a familia e enquanto passava minhas fotografias desta manha para o computador lembrei que estou em Nova Iorque não apenas para aprender o que um teste pode medir. Ainda tenho mais de uma semana de estudos aqui, tenho confiança para falar e estou vivenciando muita coisa diferente.
A de hoje foi a visita ao campus da Columbia University em Morningside Heights. Acordei cedinho, peguei o metro ate a Times Square e segui na linha um ate a 116th Street. De volta ao solo, a School of Journalism é a primeira a ser vista.  O campus nao e tao grande, ele se estende por seis quadras entre a Broadway e a Amsterdam Avenue, mas é tudo tao bem feito que voce realmente acredita que é maior ainda.
A Columbia foi fundada em 1752 com o nome de King’s College (talvez por isto o simbolo dela e uma coroa). O primeiro campus era em Lower Manhattan, perto do World Trade Center.  Depois, eles ganharam um terreno, mas como ja escrevi no  post do Zarkana, a universidade foi para outro lugar na Madison Avenue e arrendou o dela. Anos depois, quando vendeu o terreno para a construção do Rockefeller Center usou o dinheiro para comprar este terreno.  
College Walk
School of Journalism




No quadro da School of Journalism este folheto procurando pessoas
para participar de uma pesquisa de vacinas contra a Aids
Como o inicio deste terceiro campus data de 1897é normal que ele esteja um pouco pequeno. Por isto, tem predios da Columbia em pelo menos 20 quadras ao redor do campus. Vi dois ligados diretamente, por uma passarela por cima das ruas. O peso de ser a única de Nova Iorque a estar na Ivy League faz com que os turistas falem mais baixo na rotunda da  Low Library como se estivessem num hospital.
Ligação dos prédios
Voltando a falar da School of Journalism, ela foi criada em 1912 por Joseph Pulitzer. O predio leva o nome do fundador assim como o prêmio de jornalismo e literatura outorgado todos os anos pela Columbia. Como jornalista que estudou na Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde apesar da concorrência para entrar o curso é um dos últimos não apenas na arquitetura do campus como na distribuição de recursos, fiquei impressionada com o prédio e com o destaque do jornalismo na Columbia. Ele divide atenções com os tradicionais direito e medicina.  O pessoal do Supremo do Brasil podia passar la para ver que jornalismo não pode ser feito por amadores. Nem a justiça.
Butler Library, biblioteca
Do outro lado do gramado, a Low Library que hoje abriga partes administrativas
e abriga cerimoniais
Gostei de ver na uma pratica que sabia que existia. A Columbia e uma universidade caríssima – segundo um ex-aluno custa um carro de luxo por semestre – e mesmo assim muitas coisas vem de doações. A Low Library, por exemplo, leva o sobrenome de um reitor que financiou parte da construção. A School of Journalism tambem começou com uma doação de Pulitzer.
Turmas presenteam a universidade com estatuas e outros adereços em comemoração da formatura ou aniversario de graduação. Indivíduos que acreditam na instituição, formados la ou nao tambem contribuem e recebem homenagens. Num jornal, uma das publicações da Columbia, li a respeito de uma doação de $ 40 milhões para o The Herbert Irving Comprehensive Câncer Center. Mais uma do proprio Irving que da nome ao centro de pesquisas para tratamento de câncer.
E nas universidades publicas brasileiras nao poderíamos incentivar isto? Lembro que quando estava na UEL eles lancaram um programa assim, mas quem quisesse doar nao podia direcionar o dinheiro ou equipamento para um departamento ou curso especifico. Por que? Quem ajuda uma instituicao tem o direito de indicar o que quer financiar e ate mesmo nomear algo. Todos ganham.
Estatua Alma Mater, 1903

Dentro da Low Library

rotunda da Low Library

St Paul's Chapel, 1907, estava fechada para um evento privado
Alem da coroa, o símbolo da Columbia e o leao. Nos eventos
esportivos o grito e "Go, Lions!"

Estava conversando disto com o meu pai que estudou na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Usp) em Piracicaba e ele lembrou que la ha um pouco disto. Alem do fundador da universidade, tem uma historia recente de um ex-aluno que doou uma fazenda em Londrina e apartamentos para a escola acolher os pesquisadores visitantes.
Alem de ser uma ótima retribuicao para a instituicao em que a pessoa se graduou e, na maioria da vezes, viveu os melhores anos de sua vida, doações como esta sao investimentos para a sociedade como um todo. 
Earl

Na UEL, entrevistando uma funcionaria para o Portal do Servidor Aposentado para o qual estagiei, descobri que parte do campus havia sido doada pela familia para qual ela havia trabalhado. Segundo ela, a família ressentia o fato de a universidade nao ter nada simbolizando isto. Com a ajuda de um livro de historia da instituição, começamos a pesquisar isto e encaminhamos o fato para a reitoria. Após achar esta e outra família que também havia doado parte da fazenda para a constituição do campus (outra parte foi comprada), meses depois a UEL prestou uma homenagem aos descendentes. Mais de trinta anos depois.



2012 e o centenário da escola de jornalismo
* Um dos alunos da Columbia foi J.D. Salinger, ja estive em alguns lugares que ele fala no Apanhador no Campo de Centeio, depois faço um post sobre isto... 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Escolhendo uma agência e uma escola: dia 23

Ainda procuro respostas práticas para o que sugeri no título... No meu caso, como estava interessada em fazer intercâmbio há muito tempo, posso falar em cerca de um ano, já tinha entrado em contato com algumas agências e pesquisado dezenas de escolas pela internet.
Como tinha problemas em definir um destino, focava nas escolas como a Kaplan, Els e outras grandes que tem unidades em quase todos os lugares. Algumas oferecem orçamentos nos seus sites, eu fiz vários. Quando conversei sério sobre o assunto com meus pais e eles me deram uma força dizendo em voz alta aquilo que eu estava pensando: "Se você não fizer isto agora, não fará mais", fiz uma lista de agências que tem sede aqui em Maringá (a maioria delas são redes, como CI, STB, Experimento,..) e resolvi ir à caça.
Fui em uma, mas não gostei muito do atendimento. E atendimento para mim é tudo. Ainda mais quando você está colocando nas mãos destas pessoas aquele dinheiro suado na expectativa de realizar um sonho (assim mesmo, cheio de expressões feitas porque é assim mesmo). Não me arrisco a contrariar minhas impressões.
Rua da escola pelo Google...no prédio da lateral esquerda
Na segunda agência, a da Student Traveld Bureau (STB), gostei bastante. As meninas que me atenderam apresentaram opções de escola e acomodação - no início estava vendo um alojamento estudantil ligado à escola - e achei a proposta da Rennert a mais interessante. O preço do curso de inglês regular, de 4 horas de aula por dia, era um pouco acima de outras escolas mais conhecidas, como a Kaplan, mas o curso preparatório para o Toefl ibt era o mesmo preço, enquanto nos outros lugares era mais caro.
A Rennert tem 39 anos e apenas duas unidades, a de Nova Iorque e a de Miami, e oferece também uns cursos de inglês integrado com artes, como dança, fotografia, moda. As turmas também tem no máximo 10 alunos, sendo que em outras escolas o número pode chegar a 15...Tudo isto me ajudou a decidir ao mesmo tempo a escola e a agência. Mas continuarei avaliando o desempenho de ambas até o meu retorno, em 23 de agosto.
Localização em NY: detalhe que a estação de metrô mais próxima da Rennert é a Grand Central Terminal,
de 1913, que é um ponto turístico à parte...passar lá todos os dias no caminho da escola
deve ser, no mínimo, compensador!
Sobre o curso que escolhi, o preparatório. Aqui no Brasil, depois de 3 anos e meio fazendo inglês no Fisk de Londrina durante a faculdade, parei após a formatura. Só quando voltei para Maringá e comecei a trabalhar retomei os estudos, também no Fisk, no preparatório para o exame de proficiência em inglês acadêmico: o Toefl ibt. Requisito para graduações, pós-graduações no exterior e até aqui no Brasil - para comprovar a língua estrangeira - e, claro, ótimo para o currículo.
Já estou no fim do segundo e último semestre do curso, mas como o exame tem as áreas de reading (leitura), writting (escrita), listening (compreensão oral) e speaking (fala) e eu me enrolo toda, principalmente na última, espero que a estadia lá me ajude a desenvolver aquilo que em quase 5 anos de estudos não consegui aqui. O teste expira em dois anos, mas antes disso tenho em mente fazer outros exames de proficiência permanentes, como os de Cambridge. Pausa. Uma coisa de cada vez.
Caso chegue na escola e resolva optar pelo curso geral de inglês, ainda tenho a opção de pagar US$ 40 (não tenho certeza do valor) e fazer a mudança. Bem razoável.


* Dica sobre a agência: a STB hospeda blogs de intercambistas (que façam o programa por eles), os "embaixadores" que estão em vários lugares do mundo. Para quem quer descobrir mais sobre viagens de estudo, au pair, entre outros, vale acompanhar.