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terça-feira, 24 de julho de 2012

Columbia University e um bom exemplo a ser seguido

Hoje estava um pouco chateada apos a aula. Esta é a minha sétima semana aqui e todas as segundas e terças temos simulado do Toefl. Ate a quinta semana ganhava pontos, mas na semana passada empatei e nesta fui mal. Ainda não corrigimos tudo, porque a sala esta com nove alunos – não  tenho certeza se contei aqui, quando eu cheguei eram três -, mas sei que minha pontuação deve ser a mesma da quarta semana
Cheguei em casa mais cedo para poder conversar com a familia e enquanto passava minhas fotografias desta manha para o computador lembrei que estou em Nova Iorque não apenas para aprender o que um teste pode medir. Ainda tenho mais de uma semana de estudos aqui, tenho confiança para falar e estou vivenciando muita coisa diferente.
A de hoje foi a visita ao campus da Columbia University em Morningside Heights. Acordei cedinho, peguei o metro ate a Times Square e segui na linha um ate a 116th Street. De volta ao solo, a School of Journalism é a primeira a ser vista.  O campus nao e tao grande, ele se estende por seis quadras entre a Broadway e a Amsterdam Avenue, mas é tudo tao bem feito que voce realmente acredita que é maior ainda.
A Columbia foi fundada em 1752 com o nome de King’s College (talvez por isto o simbolo dela e uma coroa). O primeiro campus era em Lower Manhattan, perto do World Trade Center.  Depois, eles ganharam um terreno, mas como ja escrevi no  post do Zarkana, a universidade foi para outro lugar na Madison Avenue e arrendou o dela. Anos depois, quando vendeu o terreno para a construção do Rockefeller Center usou o dinheiro para comprar este terreno.  
College Walk
School of Journalism




No quadro da School of Journalism este folheto procurando pessoas
para participar de uma pesquisa de vacinas contra a Aids
Como o inicio deste terceiro campus data de 1897é normal que ele esteja um pouco pequeno. Por isto, tem predios da Columbia em pelo menos 20 quadras ao redor do campus. Vi dois ligados diretamente, por uma passarela por cima das ruas. O peso de ser a única de Nova Iorque a estar na Ivy League faz com que os turistas falem mais baixo na rotunda da  Low Library como se estivessem num hospital.
Ligação dos prédios
Voltando a falar da School of Journalism, ela foi criada em 1912 por Joseph Pulitzer. O predio leva o nome do fundador assim como o prêmio de jornalismo e literatura outorgado todos os anos pela Columbia. Como jornalista que estudou na Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde apesar da concorrência para entrar o curso é um dos últimos não apenas na arquitetura do campus como na distribuição de recursos, fiquei impressionada com o prédio e com o destaque do jornalismo na Columbia. Ele divide atenções com os tradicionais direito e medicina.  O pessoal do Supremo do Brasil podia passar la para ver que jornalismo não pode ser feito por amadores. Nem a justiça.
Butler Library, biblioteca
Do outro lado do gramado, a Low Library que hoje abriga partes administrativas
e abriga cerimoniais
Gostei de ver na uma pratica que sabia que existia. A Columbia e uma universidade caríssima – segundo um ex-aluno custa um carro de luxo por semestre – e mesmo assim muitas coisas vem de doações. A Low Library, por exemplo, leva o sobrenome de um reitor que financiou parte da construção. A School of Journalism tambem começou com uma doação de Pulitzer.
Turmas presenteam a universidade com estatuas e outros adereços em comemoração da formatura ou aniversario de graduação. Indivíduos que acreditam na instituição, formados la ou nao tambem contribuem e recebem homenagens. Num jornal, uma das publicações da Columbia, li a respeito de uma doação de $ 40 milhões para o The Herbert Irving Comprehensive Câncer Center. Mais uma do proprio Irving que da nome ao centro de pesquisas para tratamento de câncer.
E nas universidades publicas brasileiras nao poderíamos incentivar isto? Lembro que quando estava na UEL eles lancaram um programa assim, mas quem quisesse doar nao podia direcionar o dinheiro ou equipamento para um departamento ou curso especifico. Por que? Quem ajuda uma instituicao tem o direito de indicar o que quer financiar e ate mesmo nomear algo. Todos ganham.
Estatua Alma Mater, 1903

Dentro da Low Library

rotunda da Low Library

St Paul's Chapel, 1907, estava fechada para um evento privado
Alem da coroa, o símbolo da Columbia e o leao. Nos eventos
esportivos o grito e "Go, Lions!"

Estava conversando disto com o meu pai que estudou na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Usp) em Piracicaba e ele lembrou que la ha um pouco disto. Alem do fundador da universidade, tem uma historia recente de um ex-aluno que doou uma fazenda em Londrina e apartamentos para a escola acolher os pesquisadores visitantes.
Alem de ser uma ótima retribuicao para a instituicao em que a pessoa se graduou e, na maioria da vezes, viveu os melhores anos de sua vida, doações como esta sao investimentos para a sociedade como um todo. 
Earl

Na UEL, entrevistando uma funcionaria para o Portal do Servidor Aposentado para o qual estagiei, descobri que parte do campus havia sido doada pela familia para qual ela havia trabalhado. Segundo ela, a família ressentia o fato de a universidade nao ter nada simbolizando isto. Com a ajuda de um livro de historia da instituição, começamos a pesquisar isto e encaminhamos o fato para a reitoria. Após achar esta e outra família que também havia doado parte da fazenda para a constituição do campus (outra parte foi comprada), meses depois a UEL prestou uma homenagem aos descendentes. Mais de trinta anos depois.



2012 e o centenário da escola de jornalismo
* Um dos alunos da Columbia foi J.D. Salinger, ja estive em alguns lugares que ele fala no Apanhador no Campo de Centeio, depois faço um post sobre isto... 

domingo, 22 de julho de 2012

Um pouquinho de Monet em New York Botanical Garden

Mais uma semana começando. Agora so me restam 10 aulas, ou duas semanas, na escola. E mais amigos foram embora e outros devem ir esta semana. E olhando para todo este "movimento", começo a me desesperar por ter pouco tempo aqui. Meu guia ainda tem um monte de lugar que quero visitar, sem contar as indicacoes de amigos de tal lugar ou tal restaurante e a promessa constante "tenho que ir la, talvez amanha". Mas amanha voce nao tem o endereco ou simplesmente nao tem tempo suficiente e mais uma coisa fica para os ultimos dias da viagem.
Ontem conheci o Bronx. Tinha visto o quarto borough de Nova Iorque do passeio de barco que fiz ao redor da ilha de Manhattan na primeira semana aqui, da para ver o estádio do Yankees, mas pouca coisa alem disto. Queria ir la e ver algo legal e escolhi o New York Botânico Garden. Pelo que conversei com o pessoal aqui, ate a minha professora que nasceu aqui na região, a maioria conhece mesmo o Jardim Botânico do Brooklyn, mais perto e menor, mas eu queria conhecer este aqui.
Peguei as instruções no site. Precisamos pegar o metro 4 no sentido Bronx e descer na penúltima estação. La, pegamos o ônibus Bx26 e ficamos atentas. Quando vimos o parque, puxamos a cordinha amarela e pronto. Estávamos a uma quadra de la.
Um dos vários jardins "gratuitos"


Chegando no conservatório
Não e o único meio de chegar. Na verdade a empresa de trem, Metronorte, tem um ponto bem em frente ao Jardim Botânico. Mas eu e a Judy nao queríamos comprar o bilhete de trem sendo que temos o nosso metrocard que da acesso ilimitado ao metro e ônibus. Na verdade nem vimos o preco do trem, mas foi bom economizar no transporte, porque acabamos gastando bem mais do que esperado la. 
Todos os sábados, a entrada e gratuita entre as 10 e 11 da manha. Nos esforçamos para chegar a tempo e conseguimos chegar umas 10h30. Pedimos a entrada de graça e a mulher da bilheteria ja alertou que poderíamos fazer as visitas a pe pelos jardins, mas no conservatório - a estufa gigante com exposições temporárias e permanentes - e na biblioteca não poderíamos entrar. Assim como não podíamos pegar o trenzinho que percorre as estradinhas ja que o lugar e enorme e andar tudo a pe e coisa de louco.
Na primeira hora ficamos com o passe de graça, mas depois decidimos pagar os $ 18 (valor de estudante, a inteira de adulo e $ 20, bela diferença). Estava tendo a exposição Jardim de Monet e não podíamos perder por mão-de-vaquisse.
Por mais que tenha achado caro, valeu cada centavo. Passamos o dia inteiro la, ate as 18 quando o jardim fechava e aproveitamos um monte aquele lugar em meio a natureza, totalmente diferente do resto de Nova Iorque. Com o trenzinho que passa de 15 em 15 minutos, chegamos ate o norte do jardim para ver o Rockefeller Rose Garden que e lindo. O lugar me lembrou bastante o rosedal que visitei com os pais em 2011 quando estivemos em Buenos Aires, mas ainda achei o de la mais bonito, talvez pela época do ano as flores estavam bem mais vistosas. Acabou sendo um dos lugares que mais gostamos da capital da Argentina.
Caminho cercado por diversas variedades de lírios 
Prédio da biblioteca  


Roseiral


Tinha um pessoal fazendo curso de como lidar com rosas. Os canteiros do centro eram
para os alunos treinarem a poda
Rosa hibirda com o mesmo nome do jardim
Nao entendemos a construção e nao tinha placas, mas e exatamente como
sonhava quando tentava desenhar uma casinha quando criança 
Haupt Conservatory, perto das entradas, foi a parte que mais chamou minha atenção. Aquela cupula branca na entrada com estufas formando um retangulo e plantas e varias regioes do mundo juntas de acordo com o clima. Quando entramos na floresta umida ou depois no deserto africano a temperatura e a umidade mudavam tanto que ficava difícil ate de continuar la dentro mais tempo.
No conservatório também tinha parte da exposição Monet's Garden. Desde o começo do ano eles fizeram uma homenagem ao jardim de Claude Monet em Giverny (a entrada la e menos de 10 euros, fui checar!) que deve ficar ate o outono. A ideia e de que a paisagem mude conforme as estações avançam, como acontece em Giverny, mas que sempre alguma planta esteja florida. Algumas flores usadas são das mesmas espécies que as escolhidas pelo pintor em sua casa/atelier, outras foram escolhidas pelo pessoal de NY, ja que a ideia nao era reproduzir exatamente apesar dos arcos verdes e ate os portões serem inspirados neste cantinho da Franca. 


Tinha muita coisa  do Brasil la, como nao podia deixar de ser, ate acai 



Este vai para a serie de recados estúpidos de NY 
Inicio de Monet's Garden 




Na área externa no conservatório, no interior do retângulo formado pelas estufas, a exposição continua nas piscinas com plantas aquáticas como as famosas water lilies pintadas por Monet. Na Mertz Library (segundo o guia a mais completa biblioteca sobre botânica do mundo, com documentos de 800 anos atras) dois quadros de Monet, The Artist's Garden in Giverny (da Yale University) e Irises (de um colecionador suico) deixam o passeio mais interessante interessante ainda. Tentamos também assistir ao documentário The impressionists: Monet que estava passando no Ross Galery and Hall (uma extensão da biblioteca) mas quase dormimos na sala e resolvemos voltar para o ar livre.



Fora do conservatório, mais jardins
Vimos três casais de noivos neste dia. Este aqui foi o momento que
o noivo viu a noiva pela primeira vez, daqui eles seguiram pro casório
Tao chique que tem ate um Rolex gigante!
Na fonte...terceiro pedido em fontes de NY...Jogar e moeda de costas e dica italiana
O trenzinho
Resolvi aproveitar que ainda estava de dia quando voltei, apesar de ser mais de 19 horas,
para conhecer o Astoria Park aqui no bairro. Alem do parque, descobri o onibus que faz as 10 quadras
entre a minha casa e a estacao. Agora nao preciso andar todo este caminho como vinha fazendo

O parque fica entre duas pontes, a de trem (esta) e a outra para carros que segue a Astoria Blvd