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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Ah, os vínculos: dia 28

Recebi a confirmação de que hoje a escola mandou o meu I-20, aquele documento que preciso levar no consulado para provar que eu vou só estudar lá em Nova Iorque. Só não estou conseguindo fazer o formulário e pagar a taxa Sevis, mas não estou tão desesperada assim, tento no início da semana que vem.
Falando em questões burocráticas, ontem, aniversário de Maringá, fui num escritório que presta consultoria para tirar o visto. Fui para sanar dúvidas e saí com pares delas. A mais intrigante, inclusive com a voz da pessoa que me atendeu, ficou martelando na minha cabeça: "Quais são os seus vínculos com o Brasil?" 
O consulado pede alguns documentos que provem que você não está indo lá para morar, garantias que vai voltar para o seu país. Matrículas, certidões, escrituras de imóveis, documentos de carro. E meu maior vínculo sou eu mesma. Eu nasci aqui no Brasil, aqui no Paraná e aqui morei por toda minha vida. Tenho uma família, amigos, todos esperando que eu volte. E esta não é a melhor parte da partida? Saber que você tem para onde voltar, que tem uma cama na casa dos teus pais e um amor com o qual você planeja passar o resto dos seus anos.
Aqui no Brasil, a minha casa pelos últimos 11 anos tem sido Maringá. Nasci em Umuarama e morei em várias cidades: Apucarana, Santo Antônio da Platina, Cornélio Procópio. Depois que minha família se estabeleceu aqui, em 2001, ainda fui para Londrina (onde fiz faculdade) e Curitiba (trabalhei por três meses lá), mas continuei considerando aqui a minha cidade.

Demorei para gostar de Maringá, não foi uma paixão à primeira vista. Aprendi com muita paciência e o sentimento que me ligou à cidade foi o amor. Aquele amor sem sobressaltos que faz você respeitar o outro e, acima de tudo, desejar o melhor a ele.
Ontem, ao completar 65 anos, ao acompanhar dezenas de homenagens à cidade, ficava nostálgica ao pensar que, ao voltar dos Estados Unidos, devo recomeçar em Curitiba. Mas Maringá, os amigos que fiz aqui e meus pais estarão a alguns quilômetros de distância e não hesitarei em voltar para estes braços quando a saudade apertar. 
Como um documento vale mais do que isto? Sei que estou sendo insensata, por isto já preparei a minha pasta com declarações, que representam formalmente o que sou, para encarar esta etapa. 





*para ilustrar este post, fotografias minhas da Capela São Bonifácio, a mais antiga de Maringá, localizada no Cidade Alta e construída antes da cidade se emancipar. Só conheci o local este ano, uma vergonha para uma maringaense, por isto recomendo a todos que ainda não conhecem que separem umas horas de um fim de semana para gastar lá. Também vou indicar algumas reportagens sobre a capela publicadas em O Diário (aqui, aqui e aqui) e um vídeo do  blog Maringá Histórica.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Reta final: dia 30

Pronto! Agora falta menos de um mês para eu viajar. Não quis pegar mais no guia de Nova Iorque para não ficar muito ansiosa. Estou deixando o tempo passar e tenho feito tanta coisa que não consigo me focar na viagem. Não sei quando começo arrumar a mala - sim, a mala, porque eu sou esquecida e se não trabalhar bastante em cima disto vou deixar coisas essenciais como a máquina fotográfica! =)
Amanhã também tenho um horário marcado no despachante. Sim, acabei me rendendo e vou lá para uma consulta dos documentos, ver se selecionei as opções certas no formulário do visto, pegar dicas sobre como me inscrever e pagar a Sevis e tudo isto. 
Continuo no jornal até o dia 18 e isto tem me deixado triste. Não foi fácil conseguir um emprego como jornalista e sempre me esforcei muito (e continuo me esforçando) para sentir que estou no lugar certo. Mas fazer as coisas com o coração dividido não é minha cara. Por isto vou realizar em três meses dois sonhos: estudar fora e, quando voltar, ir para Curitiba ficar com o namorado após 2 anos e meio morando em cidades separadas.
Uma das coisas que mais me encantam no jornalismo é poder conhecer pessoas extremamente diferentes caso não fizesse isto. E ano passado entrevistei um numerólogo que fez algumas observações sobre a minha vida pela data de nascimento (falei porque era a forma dele explicar como funcionava a numerologia) e ele tinha dito que 2011 estava sendo um ano excelente para mim e que 2012 seria tão bom quanto, embora não fosse perceber porque era o ano de construir as bases para o meu futuro.
Bom, sou daquelas. Não admito que acredito nestas coisas mas não deixo de bater três vezes na madeira. E não ia ligar caso ele esteja certo. Só espero que o mundo não acabe em 2012 e que eu consiga construir algo por cima destas bases!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Detalhes simples que são os mais importantes

Não, este não é um post diretamente ligado à viagem...Ainda estou esperando um tal de programa na internet que transcreve as gravações (se alguém da turma 54 de jornalismo da UEL ler isto deve entender na hora!), mas enquanto isto não vem tento recuperar um post que estava escrevendo na minha cabeça cinco minutos atrás enquanto estava no elevador esfregando o meu joelho para não doer após uma caminhada.
Hoje fiquei entretida no trabalho e simplesmente me esqueci que tinha prova de francês. Já tinha estudado, ainda mais depois de ter ido muito mal na outra prova do curso (faço dois semestres em um), mesmo assim saí do jornal, peguei o carro e vim para casa. Quando cheguei, morta de fome fui atacar o armário da cozinha e, na hora de tirar o tênis veio o estalo: "a prova!"
Detalhe, a aula já tinha começado quando saí de casa, precisei tirar o carro da garagem dando a vez para outros dois que estavam entrando e enfrentei o trânsito das seis, mas beleza. Só sei que fui reclamando com meus botões e reclamando também porque eu sou uma pessoa chata que não para de reclamar. Consigo até reclamar da minha reclamação, aposto que não é coisa que qualquer um consegue.
Depois pensei que só uma pessoa muito sem noção poderia reclamar tanto, afinal, depois de muito tempo minha vida está entrando nos eixos que eu sempre quis (mesmo sem saber exatamente o que eu queria) e não há necessidade de tanto nervosismo...
Aproveitei que não fui tão mal assim nesta segunda prova e fui caminhar, curtindo aquela temperatura amena ao redor do Bosque II. Dez minutos de caminhada e meu espírito reclamão voltou. Comecei a contar quantos magros e quantos gordinhos (não gosto de usar gordinho, mas também não dá para usar gordos, porque não havia nenhuma pessoa extremamente acima do peso lá). Para vocês saberem, parei quando a conta deu 10 no primeiro time e 5 no outro.
Quando já estava quase sem fôlego e vi que o tempo não passava resolvi matar uns minutos na Academia da Terceira Idade (ATI) - aquilo cansa, tá?
E como são belas as crianças que falam outra língua...lá na ATI conheci uma bela de cinco anos brincando nos aparelhos e hablando castellano..."Ela não quer ir embora", disse a avó, "ela está encantada com Maringá. Acorda cedo para ver o sol e à noite fica olhando para a lua. Ela veio do Equador e há meses que lá só chove, então o tempo daqui é uma novidade que ela quer aproveitar"...
Mais uma imagem de ontem à noite. A bela deve ter apreciado a lua ontem. Hoje eu sei que ela, com seus 5 anos, apreciou
Fiquei tão encantada com a belinha e com sua natureza que tive vergonha e prometi tentar aproveitar ao máximo todos os sóis e luas que eu ver daqui para frente. E, claro, guardar ao menos uma situação simples e essencial como esta para contar nos posts que vierem.

domingo, 6 de maio de 2012

Documentos e mais documentos

Estou totalmente perdida em meio a tantos documentos e questões burocráticas que preciso resolver antes de viajar. Embarco em pouco mais de um mês e o que tem tirado meu sono é o visto para os Estados Unidos. Em 2007 tirei o visto de turista, que vence neste ano, mas como estou indo para estudar, preciso ter um novo. Resolvi fazer tudo sozinha e não contratar despachante. Na semana passada houve mudanças no sistema e falam que ficou mais fácil. Vou testar!
Mas o tenso é que para a entrevista preciso ter o I-20, um documento de uma via da escola em que consta que eu estou matriculada e indo realmente para estudar. Este documento demora de 20 a 30 dias para chegar e preciso ter ele para me inscrever e pagar uma outra taxa, a Sevis. O meu I-20 precisa chegar na semana do dia 20, porque a minha entrevista no consulado é dia 24 de maio e no dia anterior vou no Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV), ambos em São Paulo (SP).
Achei que minha confusão com o passaporte ia complicar a entrevista para o visto, mas não teve muito problema. Para o F-1 não tem fila.
Sobre o passaporte...eu simplesmente me esqueci que ele é um documento com validade. Quando a atendente da agência me pediu uma cópia para a escola, eu escaneei e na tela do computador que fui perceber: meu passaporte vencia em julho...Como para viajar e solicitar o visto eles pedem uma validade mínima de seis meses, já entrei no site da Polícia Federal solicitar o meu..e consegui marcar o meu na outra semana. Paguei a taxa, fui lá dar entrada e esperei 5 dias. Agora já estou com ele na mão e como a agência tinha mandado os documentos para a escola, não atrapalhou...
Sorte que em Maringá o passaporte não está demorando. Fomos agendar para o namorado tirar o dele lá em Curitiba no feriado da Páscoa e só conseguimos horário em junho. Escrevi este post só para situar os leitores, já que daqui umas duas semanas vou escrever contando como foram as coisas no consulado e se consegui meu visto. Afinal, com curso, hospedagem e passagem certos, é o que falta para eu começar a fazer as malas!
Para deixar o post um pouco mais leve, umas fotografias deste domingo (6 de maio) nesta cidade linda que é Maringá...Vou sentir saudades...

Na Festa das Canções
O "dia" da lua foi no sábado, mas só consegui uma imagem boa depois do anoitecer de domingo

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Antes da viagem, outra viagem

Neste feriado do Dia do Trabalho me dei ao luxo de não escrever nada. Em compensação, tirei mais de mil fotografias. Por uma razão muito simples. Conheço muito pouco do Paraná, estado em que nasci e no qual morei a vida inteira e não podia encarar uma viagem internacional sem antes visitar o ponto turístico mais famoso do Brasil: as Cataratas do Iguaçu. 
Olha a gente aí! Primeira vista das Cataratas
Tinha ido para Foz do Iguaçu a passeio há 20 ano. Voltei em 2010 duas vezes, a trabalho e para um concurso, mas estas viagens foram bate-volta, não tive tempo de fazer turismo. E já fazia algum tempo que sugeria a meu namorado esta viagem, mas ele não estava muito empolgado.
Logo que soube que não trabalharia na segunda-feira antes do feriado - houve um revesamento de repórteres no jornal - reservei o hotel e comprei as passagens. Só que comprei passagem de avião Maringá para Curitiba, onde encontrei o namorado e seguimos para Foz de carro. Toda vez que eu conto, alguém me olha com uma cara de "não acredito que você fez isto". E com razão. Foz é muito longe de Curitiba e é uma viagem cansativa e cara: R$ 75 de pedágios (9) por trecho.
Foz é um destino super visado nos feriados, então precisamos ter muita paciência. Fila na estrada para ultrapassar o caminhão, nos pedágios, no restaurante, nos parques, nos melhores pontos para fotografar, no banheiro, para comprar, normal. 
Pelo menos este tinha um help na fila...

 Ficamos no Hotel Bella Italia, recomendação de um amigo de uma agência daqui, e fomos ao Duty Free da Argentina - bom para quem quer comprar bebidas, maquiagens, perfumes e não está disposto a encarar uma ida ao Paraguai -, ao Parque Nacional do Iguaçu, ao Parque das Aves, ao Paraguai - não podia faltar - e à Itaipu.
Parque das Aves - bem pertinho da entrada das Cataratas
Sobre as Cataratas, nem sei o que escrever. Demos muita sorte,15 dias antes as quedas estavam com pouco volume de água e no domingo estava ótimo, apesar da água barrenta por causa das chuvas. Lá é muito lindo. Não dá para acreditar que existe um lugar tão incrível e ainda mais tão perto da gente que muitos ainda não conhecem.


Os quatis, animais símbolos do parque, apareceram pouco. A orientação para não
mexer com eles não era respeitada pela maioria dos turistas

Pensamos até em fazer aquele passeio de barco - Macuco Safari -, mas estava tão frio que não dava coragem. Fora que quem me conhece um pouquinho sabe que eu morro de medo de rio. Um ano atrás eu só passava pontes na estrada com os olhos fechados e só há uns 5 meses consegui passar por uma ponte dirigindo. 
Mesmo assim, encarei a passarela que fica entre as quedas e morrendo de vontade de conhecer o lado argentino, mas como foram apenas dois dias não deu tempo.
Na passarela!
Uma dica para quem está pensando em ir para Foz: compre o ingresso dos parques pela internet, porque quem não faz isto, como eu, encara uma fila imensa. Outra coisa importante é observar os dias da iluminação de Itaipu. Estávamos lá no sábado à noite mas não sabíamos que a iluminação era só de sexta e sábado e perdemos a usina iluminada.
Sobre a Itaipu, também adoramos. Como naquela manhã tínhamos ido para o Paraguai - em quase todos hotéis tem o guichê de uma agência que faz o leva e traz de lá por R$ 40 - não deu para fazer a visita interna. Ficamos só com a panorâmica e mesmo assim foi de tirar o fôlego quando o ônibus passou na barragem, entre a represa e o leito original do rio. 



Bom, agora vocês - será que tem alguém aí? - sabem porque eu não escrevi nada neste feriado. Estava guardando as lembranças para colocá-las aqui (só um pouquinho, teria que escrever muito mais para sentir que foi o suficiente). E quanto às fotografias, são tantas que está quase impossível de selecionar.
Ainda ficou faltando conhecer muita coisa e posso voltar lá inúmeras vezes, mas pelo menos eu vou ter algumas historinhas a mais para contar aos gringos sobre o meu país

Voltando da Itaipu procuramos a Mesquita de Foz, que tem uma comunidade islâmica numerosa,
e fiz outras fotos

* Assim que cheguei, na quarta-feira, fui retirar meu novo passaporte na Polícia Federal e ontem mesmo comecei a preencher os formulários para o visto de estudante para os EUA. Como ainda estou completando, tenho que pagar as taxas e tudo, vou esperar para escrever um post completo sobre isto!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Viajando com a Pole...


Sabe aquele sonho que você tem e que nunca imaginou que se tornaria realidade? Então, o meu está para se realizar...
Morar no exterior, mesmo que seja por um tiquinho de tempo, parecia algo tão distante que não conseguia tratar a questão como uma possibilidade. Quando estava no ensino médio fiz uma vez a prova para intercâmbio do Rotary, mas não passei na primeira, com 15 anos e simplesmente abandonei a ideia.
Depois, durante a faculdade só tinha uma coisa em mente: me formar para começar a trabalhar logo. Deu certo. Antes de pegar o diploma já tinha entrado no primeiro emprego como jornalista e até pedido para sair.
Na minha fase de desemprego até cogitei ir para algum lugar – nem conseguia definir qual seria o mais adequado -, mas naquele momento sabia que uma viagem assim seria apenas uma fuga, estava extremamente confusa como qualquer recém-formado e precisava por os pés no chão. Assim que consegui o meu segundo trabalho, comecei a pensar mais sobre o assunto e economizar parte do salário, pelo menos tentar, com este objetivo.
A escolha por Nova Iorque não foi nem um pouco aleatória. Antes pensava em ir para Londres, mas o preço da  libra e o sotaque muito diferente daquele que estudo há cinco anos nos cursos de inglês me fizeram repensar. Se fosse para a Inglaterra, imaginei, ficaria pelo menos duas semanas para me acostumar às peculiaridades da língua e como não tenho uma disposição tão grande de recursos financeiros - MONEY mesmo - não podia me dar ao luxo de 'perder' estas duas semanas. Alguém pode discordar de mim neste ponto, mas a decisão é minha, ué...
Outra coisa, conheci NY em 2008. Viajei três vezes para o exterior nestes meus 24 anos (sem contar as idas ao Paraguai): duas para a Argentina, em 2004 e 2011, respectivamente para Rosário e Buenos Aires, e uma para os Estados Unidos entre 2007 e 2008. Na época meus padrinhos moravam na Flórida e fui com uma irmã e meu cunhado. Ficamos 45 dias e demos uma "esticadinha" até Nova Iorque
Minha vontade de conhecer lá não era maior do que a de visitar outros lugares, nada especial, mas assim que cheguei me encantei. Fora alguns problemas no percurso, os quatro dias foram incríveis, e saí de lá com  vontade de ficar e conhecer mais, mais, mais.
Assim que decidi que iria para lá, comprei um guia turístico da Publifolha (adoro!) e comecei a devorá-lo. Depois entrei no site http://www.maosdevaca.com/  (que antes era só NY para mãos de vaca) e veio o desespero: Não vou conseguir ver tudo! Tem tanta coisa para fazer e ver lá que já começa a me dar coceira de nervoso. Coisa de pessoa estranha. Como decidir o que fazer, como vou conseguir tirar um cochilo ou dormir até mais tarde sabendo que estou perdendo a chance de ver algo novo? hehehe...pessoa louca, eu sei!
Mas vou me esforçar para conhecer o máximo possível e aproveitar o curso de 8 semanas que farei por lá. Espero que vocês acompanhem a minha viagem e que o meu lado repórter faça com que vocês (que desejarem) aproveitem um pouquinho disto comigo! 

* nos próximos posts falo mais sobre o curso, como escolhi a escola e a agência, acomodação, passagem...etc...
Algumas coisas burocráticas ainda estou resolvendo, então não tem como esquecer. O mais tenso será o visto. Mas, realmente, isto é para depois!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Mudança de ares...literalmente


Este blog surgiu em uma época muito tensa da minha vida. Ele serviu a mim, por alguns meses, como um diário online e foi muito útil num período em que a pessoa que vos escreve foi diagnosticada com depressão. Agora, mais de dois anos após deixar o consultório médico totalmente desiludida e com uma receita de um medicamento controlado na mão – era o primeiro de outros dois que tomaria até encontrar aquele que me serviu -, larguei esta vida (claro, com orientação médica e muitas noites sem dormir), tenho tantos planos que não cabem mais em mim e acabo de pedir demissão de um emprego que nem imaginava ter em 2010 para encarar uma aventura que naquele momento não passava de um sonho.
Ok, escrevi muito e não disse nada.
Depois de um ano e dois meses como repórter de um jornal em Maringá, estou deixando a redação para passar dois meses e meio em Nova Iorque estudando inglês. A viagem foi marcada esta semana – 8 de junho de 2012 com retorno em 22 de agosto – mas ainda tenho várias coisas para resolver, como esperar meu novo passaporte (esqueci que eles tinham data de validade e fui hoje na Polícia Federal fazer outro), tirar o visto de estudante e me despedir dos colegas (fico no jornal até 18 de maio).
Como não queria fazer outro blog e quero compartilhar minha experiências com a família e amigos que ficam, resolvi retomar o Meus Clássicos com um novo foco provisório. Até porque dois meses voam e depois tenho novas aventuras pela frente. Mas isto é para depois...